Auto-estima é sua responsabilidade...

O que significa auto-estima? Basicamente, auto-estima significa, quem você é pra você. Portanto, seguindo esta linha de raciocínio, se você se tiver em “alta conta”, se valorizar, e se considerar como alguém de “valor”, você terá uma auto-estima alta. Do contrário, o que é mais comum, a sua auto-estima será baixa.Todos têm problemas de auto-estima. A grande tendência é nos valorizarmos para os “outros” e não para nós mesmos. Além disso, existe um grande preconceito com relação ao ato de se “valorizar”. Muitas vezes vemos este comportamento como egoísmo, e por isso, nos “proibimos” de gostar de nós mesmos. Porém, se colocar em primeiro lugar, e não os “outros”; não significa “fazer” somente para si. Apenas significa que seus sentimentos, suas necessidades e vontades são importantes. A conseqüência da nossa baixa auto-estima é a desvalorização. Você não é importante para você. Muitas situações “ruins” que aconteceram, ou que estão acontecendo na sua vida agora, estão diretamente relacionadas à sua baixa auto-estima. O constante sentimento de rejeição, de menos, que sempre “andam” junto com você, levam a uma série de sentimentos negativos que acabam, por digamos, atrair, ou melhor, causar, uma série de situações negativas e frustrantes. A baixa auto-estima leva até a sentimentos de violência, desde a verbal até a física. Seja violência contra o outro, quanto à violência praticada contra nós mesmos. A pessoa dita “violenta” está ferida de alguma forma, se frustra por não acreditar que vá obter o que quer, e por isso se vira contra os outros e/ou contra si mesma. Por isso a auto violência é muito comum. Sem estima esperamos que o “outro” faça, aquilo que não fazemos por nós mesmos. Você espera que os outros tenham consideração por você. Mas essa consideração você dá para si mesmo? Você é um “amor” com os outros, e, uma “peste” com você? Demonstra que tem “jeito”, e condições de considerar e dar amor para os “outros”, mas não faz o mesmo para si ? Muitas vezes, para “compensar” o mau trato que você faz com si mesmo. Você começa a fazer “tudo” para os outros. Tudo que eles "querem”. E a conseqüência disso, é que você se anula. Você acredita que vai “consertar” a sua falta de amor próprio, “consertando” por fora (fazendo para os “outros”), e não mudando a si mesmo. Nestas situações aparecem os medos. O medo de “romper” com o “outro”. Porque você não quer “ficar só”. E este medo é mais intenso, na medida em que você não é seu “amigo”. Você é seu próprio “inimigo”.Você não é seu “amigo”, porque nas horas de dificuldade, quando, por exemplo, você comete algum “erro”, você simplesmente “morre de vergonha de si mesmo”, e é o primeiro a se colocar” para baixo”. Você tende a se tratar com uma exigência absurda. Podendo desta forma, estar repetindo o “modelo” como foi tratado pelos pais, ou por outras pessoas na sua vida. Em nome do amor, existe muito desamor. Mas, não adianta questionar aqueles que te ensinaram a se tratar desta forma, porque, sendo você um adulto, não está mais “na mão deles”, mas nas suas próprias mãos. Além disso, o que você faz por si mesmo, hoje em dia, melhor que estas pessoas, fizeram no passado ? Provavelmente nada, ou sendo otimista, muito pouco. As outras pessoas fazem muita coisa por nós, isto é inegável. Mas não são só eles que têm que fazer tudo. Não existe nada mais importante neste mundo do que você estar bem com você mesmo. Porque se acontecer o “ruim” fora, você está bem por dentro. Por isso você não pode se ignorar, e não se aceitar. A sua felicidade está na sua mão.

Valéria Lemos Palazzo Psicóloga.